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António Manuel Teixeira

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My Pictures

8/26/2007

Mafra 2007

 
 
3/6/2007

Fotos de 2006

 
12/28/2005

Conheces-me?

Até que ponto me conheces?
 
Será que me conheces bem?
 
Tens aqui, no link abaixo, um pequeno teste para tirasres as tuas conclusões.
 
Por favor deixa o teu nome eo o teu email para eu te poder responder.
 
Obrigado.
 
 
Take my Quiz on QuizYourFriends.com!
8/26/2005

TEMPO MAU PARA LIRISMOS

Eu bem sei: só o feliz
É que agrada. Gosta-se de ouvir
A sua voz. A sua face é bela.

A árvore aleijada no pátio
Mostra que o terreno é mau, mas
Os que passam chamam-lhe aleijada
Com razão

Os barcos verdes e as velas alegres do Sund
Não as vejo. De tudo
Só vejo a rede rasgada dos pescadores
Porque é que eu só falo da lavradeira
De quarenta anos que anda toda torcida?
Os peitos das moças
São quentes como dantes

Na minha mão uma rima
Parecer-me-ia insolência

Dentro de mim lutam
O entusiasmo pela macieira em flor
E o horror dos discursos do pintor de tabuletas
Mas só o segundo
Me força a sentar-me à mesa.

Bertolt Brecht

8/25/2005

Dobragem de Filmes

Há bastante tempo atrás, falava-se muito na dobragem dos filmes. Em prol do analfabeto e/ou do leitor lento e desatento, conjecturou-se dobrar tudo o que fosse filme.
Ora, este tema veio-me à mente pois, não há muito tempo, ouvi duas senhoras a comentar o quanto seria bom e, passo a citar: “não haverem cá legendas”
O assunto ficou adormecido, assim tipo…. codfish waters (águas de bacalhau), como é apanágio lusitano.
Mas, na minha cabeça, algumas sensações despertaram: medo, receio, pânico, só de sonhar que isso pudesse acontecer.
Até à escolha dos actores, só poderia dar em algo medonho e sinistro.
Dobrar o Roberto de Niro ou um Al Pacino não é o mesmo que dobrar o Pumba ou o Buzz.
Sem tirar o mérito a quem o faz, fez ou venha a fazer.
Sem querer, imagino o que seria ver alguns dos filmes falados em português. Exemplifico “Goodfellas”
Analisando o que se vai fazendo, o sotaque de Brooklyn seria substítuido por um sotaque transmontano ou alentejano (fica sempre bem homenagear, nem que seja através da criminalidade e do palavrão) e, daí para a frente, era só fazer o casting.
Dependendo do orçamento, imaginemos que era muito baixo (para nos podermos divertir um pouco)..
O papel do Ray Liotta seria dado ao Vitor Espadinha, um homem precisa de trabalhar e as tascas custam dinheiro (embora a peça que ele está a interpretar não seja má de todo... .
O Joe Pesci..Bom, escolha mais elaborada e rigorosa, provavelmente, seria ao Fernando Mendes.
Se virem bem, o timbre de voz até é parecido. A célebre cena do Copacabana, em que o Liotta atenta na façanha do Pesci que, ao vê-lo rir, afirma “what am I? a clown? Do I fucking amuse you”, em que dobrado nos nosso cinemas seria do tipo.. “olha lá (fungadela) mashhh sou algum palhaço ó, levas mazé um biqueiro nessa boca, parto-te todo”. Bonito, não acham?
Se tiverem mais ideias, não hesitem.
8/24/2005

Festa de Arromba no Mensalão

Veja só que festa de arromba
Fez a turma do mensalão
Pra festejar os saques aos cofres da União
E dividir a grana que roubaram do povão
Na porta me barraram e só fui liberado
Porque alguém achou que eu era deputado
Hei! Hei! Que onda, que festa de arromba!
 
Logo que eu cheguei notei
Marcos Valério com a mala na mão
Simone e David da SMP&B
Entregavam a grana pra galera do PT
 
Genoíno ria de um assessor Careca
Que pegava os dólares e punha na cueca!
Hey! Hey! Que onda! Que festa de arromba!
 
Delúbio lá no caixa contava os convites
O Lula discursava culpando as elites...
O Valdemar de fogo dizia:  “Onde eu errei?
A minha ex-mulher insinuou que eu sou gay!”
 
Mas veja quem chegou de repente:
Silvio Pereira com seu novo carrão
O Jefferson pedia pro Zé Dirceu assim:
“Finja que é uma estante e caia sobre mim!”
Renilda, animada, saltou sobre a piscina
Montada num cavalo que ela comprou na Argentina...
 
De madrugada, quando eu estava indo embora, ainda tava chegando gente!
Borba, Janene, João Paulo... Até o Gushiken!
Bispo Rodrigues,  Mabel, Maurício Marinho...
Um monte de empresário,  puxa-saco,
Assessor... pode?
8/16/2005

Palavras

Há palavras que nos beiijam
como se tivessem boca
Palavras de amor, de esperança
de imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas,
quando a noite perde o rosto.
Palavras que se recusam
aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
entre palavras sem cor.
Esperadas, inesperadas,
como a Poesia e o Amor.

O nome de quem se ama
letra a letra revelado
num mármore distraído
num papel abandonado.

Palavras que nos transportam
aonde a noite é mais forte.

Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a Morte."

Alexandre Oneil/ Mário Pacheco
 
Leiria  
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